sexta-feira, 11 de maio de 2018

Estudos, trabalhos, aventuras na Noruega

Oi gente! Quem ainda está aqui comigo? Deixe um comentário, gosto de interagir com vocês!
Setembro de 2017 eu decidi finalmente comecar o curso de guia em Oslo, depois de trabalhar várias vezes como guia local, quis aprofundar meu conhecimento e ser uma guia certificada na cidade! Nao tem sido fácil, pra minha surpresa, um grande desafio! A maioria dos alunos sao noruegueses e aposentados, muitos jornalistas, escritores, professores. Eu e alguns corajosos estrangeiros resolvemos nos lancar nessa indústria dominada por senhoras com mais de 60 anos e maridos ricos. Sim, pra elas, guiar é um hobby, uma ocupacao extra pra passar o tempo. Confesso que passei os primeiros meses irritada com isso. Até mesmo minha professora tem mais de 80 anos. Eu sou a mais nova da turma. No entanto, pouco a pouco fomos nos conhecendo e muitas vezes, essas senhoras me ajudavam repetindo o que o professor convidado tinha dito, me explicando alguma coisa que eu nao tinha entendido e no final do curso já estávamos até brincando e tomando uma cerveja juntas.
O meu maior desafio foi o idioma: todas as aulas foram em norueguês e embora eu fale o idioma, muitas vezes o vocabulário era bem específico por exemplo sobre Idade Média, construcao de barco viking, arquitetura. Quando perguntava a traducao daquela palavra pro inglês, às vezes alguém sabia e às vezes, nao. Assim fui levando, mas o fato de eu nao absorver 100% das aulas me frustrava por que eu tenho um certo perfeccionismo em querer saber tudo. Muitas vezes voltava pra casa bem chateada, com a sensacao de que nao tinha aprendido nada naquele dia. Depois de 45min de aula, meu cérebro simplesmente desligava. Passava uns minutos e eu voltava pro mundo real. No entanto, depois de muitas aulas os assuntos comecaram a se repetir e nesse momento eu percebia que eu tinha aprendido algo pois eu reconhecia alguns termos, alguns assuntos que já tínhamos visto antes. Posso dizer que agora tenho um bom entedimento sobre os reis noruegueses, Idade Média na Noruega, construcoes mais importantes de Oslo, me aprofundei em alguns museus.
Outro desafio foi passar praticamente o inverno todo em Oslo. A maioria das vezes eu dava um jeito de escapar por uns meses, dessa vez, por conta do curso eu só consegui ficar no Brasil em dezembro. Foi duro e na escuridao e frio ter que achar a motivacao de ir pras aulas. Consegui. Nao faltei nenhuma aula. Fiz minha parte. Agora o último desafio é conseguir meu certificado. Isso por quê eles colocaram as provas no meio da temporada de trabalho pra quem já trabalha com turismo, e eu nao estarei em Oslo pra fazer todas as provas. Talvez achem uma solucao pra que eu consiga fazer as provas em outra data, estou na espera... No final das contas resolvi que, independente de
E o motivo de eu nao estar em Oslo é por que eu comecei com uma nova empresa. Uma empresa americana que leva turistas pelos países nórdicos e navegando pela costa norueguesa no famoso navio norueguês Hurtigruten. E é de dentro do navio que estou escrevendo agora. Nessa viagem, vou realizar o sonho de conhecer as Ilhas Lofoten e o Cabo do Norte. Vou dormir na Lapônia finlandesa e conhecer o "topo do mundo".

sábado, 17 de fevereiro de 2018

País número 32: Turquia

Então chegou o dia de realizar esse sonho de conhecer a Turquia. Não me lembro quando foi a primeira vez que li sobre esse país fascinante, mas lembro de acompanhar o caderno: viagens do jornal “O Globo” o qual meu avô tinha assinatura. Viajava com as fotos e lia atentamente as reportagens. Tinha 16 anos e sonhava em conhecer esses lugares. Cheguei a guardar, por anos, varios desses cadernos. Eu só não imaginava as reviravoltas que a vida daria para eu chegar onde estou hoje: capaz de ter conhecido, no atual momento, 32 países com 30 anos de idade. Estou mais calma: depois de 7 anos morando na Noruega, já viajei tanto que não tenho aquele desespero que me consumia antes. Mas a paixão por viajar continua me movendo a pegar aviões com destinos diversos. Talvez isso nunca vá mudar. Mas bem, vamos ao assunto: a Turquia!

Brasileiros nao precisam de visto, entao entrei com meu passaporte brasileiro. Os noruegueses precisam e parece que fazendo o visto com antecedencia online fica mais barato.

Minha primeira impressão ao sair do aeroporto Ataturk foi perceber o tamanho dessa cidade. Não é brincadeira: passamos por shoppings e prédios durante todo o caminho saindo do aeroporto. Não vi um campo ou espaço vazio, como costuma ser o caminho pro aeroporto em outros lugares do mundo.

Nos hospedamos em Taksim,a parte moderna da cidade, com muitos restaurantes, bares, festas. Caminhando até a movimentada praça Taksim e de lá pegamos o bonde até a parte antiga onde ficam muitas mesquitas famosas como a mesquita azul, que visitamos (entrada gratuita). Logo na entrada, passei por um balcão onde uma garota mal humorada me deu uma saia amarela até o pé e um lenço azul ridículos para cobrir meus cabelos em respeito à religião. Pegamos também uma sacola plástica para guardar os sapatos: ninguém entra de sapatos ali. O cheiro de xulé lá dentro estava insuportavel, não sei com que frequência eles lavam aquele tapete. Mas a mesquita realmente é bonita por dentro e na verdade foi a primeira vez que entrei em uma na vida, então foi interessante ver a arquitetura, os costumes e os azulejos azuis que dão nome à mesquita. A praça é bem bonita e eu achei a cidade, em geral, limpa. Acabamos entra do no Café Grande ali perto, e comemos uma sobremesa e chá com preços para turista. Valeu pela vista do local, mas no dia seguinte entramos na ruazinha desse café e comemos super bem em um restaurante turco com preço ótimo que servia pide (pizza turca). Visitamos também a Haga Sophia, uma antiga igreja ortodoxa do ano 537 que depois se tornou mesquita e por último, durante o governo do amado presidente Ataturk se tornou em um museu. A fila estava imensa, chegamos tarde porque bebemos e dançamos  o dia anterior e não conseguimos acordar cedo. Por sorte resolvi aceitar a oferta de um guia que apareceu ali na hora oferecendo, o guia era fantástico, por 100 liras pulamos a fila e aprendemos bastante da história do lugar. Ele já tinha consigo as entradas que custavam 40 liras por pessoa, o que nos salvou bastante tempo de fila. Guia em inglês e francês: Yusuf Akkaya, e-mail: yusufguide@gmail.com

Caminhando pelas ruas, a gente percebe o quanto o padrão europeu de beleza impera: muitas mulheres pintam o cabelo de loiro e vimos pelo menos uns 3 narizes recém-operador por dia. 
Não sofri assédio como imaginei, mas estou sempre com meu namorado, não sei como seria se estivesse sozinha. A gente vê muito mais homens que mulheres na rua, inclusive muitas barbearias e eu tive que rodar bastante pra achar um salão para mim. Fiz as unhas no estilo do Brasil, tirei cutícula e tudo até com direito a bife. Resolvi aparar as pontas do cabelo e hidratar, já que aqui é muito mais barato que na Noruega. As pontas acabaram virando um chanel já que a cabeleireira não falava inglês, ou quem sabe ela escolheu por mim o corte que me cairia melhor. A hidratação não aconteceu, nem condicionador passaram na lavagem. Vai ver acharam que eu não estava precisando...

A comida é ótima, meu namorado come uns 3 doner kebabs por dia, eu tento provar coisas novas como o borek (massa folhada) de carne com açúcar por cima... E outras coisas reconheço como a folha de uva recheada e as saladas com iogurte. A cerveja local é boa. 

Subimos também a torre de Gálatas, a entrada era 25liras e o lugar não oferece muito além de uma ótima vista da cidade, o que pra gente estava ótimo! Não checamos o café nem o restaurante da torre, pois sabíamos que seria grande a chance dos preços serem pra turista. 

Fizemos o tour de barco pelo Estreito de Bósforo: o canal que separa o lado asiático do lado europeu. Usamos a empresa Turyol, e por 15 liras por pessoa passamos uma hora e meia passeandopelo canal. Valeu à pena! No lado asiático moram as pessoas mais ricas, de frente pro canal e dali utilizam seus iates para locomoverem-se , as ruas são na parte de trás das casas, enquanto que no lado europeu as ruas são na frente.

Depois de 3 dias em Istambul, partimos rumo ao proximo destino: Cappadocia. Depois de comentar com meus sogros e namorado, descobri que a Cappadocia nao eh muito conhecida na Noruega. Ja eu, que sempre sonhei em ir a esse lugar, tive que convencer o namorado. Comprei nossas passagens de aviao para la pois seria muito tempo de onibus. Em uma hora de voo chegamos ao aeroporto de Nevsehir onde um transfer gratuito organizado pelo nosso hotel nos buscou. Era um micro-onibus entao levou algumas pessoas mas o nosso hotel, o Cappadocia Cave Suites foi um dos primeiros a chegar. A emocao em ver de perto as "fairy chimneys" aquelas cavernas em formato de chamine da Cappadocia me emocionaram.O hotel de luxo valeu cada centavo: o quarto 301 era esculpido na caverna que tem mais de mil anos. O quarto era imenso, com jaccuzzi, varanda etc. parecia mais um apartamento. Cafe da manha excelente tambem. Ja no primeiro dia fizemos o sonhado passeio de balao. Eu que tenho medo de altura comecei a ficar nervosa e meu namorado debochado rindo de mim. O nervosismo foi mesmo antes de comecar o passeio por que dentro do balao eu fiquei tranquila. Ele vai devagar e a paisagem e tao linda que por vezes esquecia onde estava. Todo dia (quando as condicoes climaticas permitem) saem 100 baloes. Cada um tem capacidade para umas 25 pessoas e estavamos cercados por chineses ja que eh o feriado de ano novo chines nessa data. O balao chegou a 700m de altitude. Foi lindo, emocionante e valeu muito a pena os 80 euros que paguei (por pessoa e depois de pechinchar). O passeio comeca bem cedo, nos buscaram as 6:30 da manha no hotel. La de cima vimos o nascer-do-sol. Inesquecivel.
Infelizmente depois do passeio os ventos mudaram. Comecei a ter uma desinteria terrivel que me durou quase 15 dias. A agua na Turquia nao eh potavel, nao sei se comi algo contaminado ou se foi a propria agua na hora de escovar os dentes... Realmente nao sei o que houve mas foi traumatico para mim. So tinha vontade de ficar no hotel, mas me esforcei para fazer algo com ele todos os dias, mesmo me sentindo muito fraca. Voltamos pra Istambul mas nossa vontade ja era voltar pra casa. Ainda tinhamos um dia e meio antes do voo pra Oslo. Fomos ao famoso Bazar (mercado) mas so olhamos. Nem eu nem ele somos dados à compras. No caminho de volta porem, vi uma loja de casacos lindissimos. Nao resisti e gastei uma grana com um casaco de couro e pele de ovelha feito la. E a profecia da minha amiga Carmen se concretizou: duvido voce voltar sem comprar nada de la. Eles sao otimos comerciantes.O casaco custava 700 euros na promocao. Eu disse que nunca pagaria tanto em um casaco, que nao era minha realidade. Depois de um tempo ele me ofereceu por 550euros e quando viu que nao ia rolar, me deu o preco final: 395 euros. Levei. Meu namorado emburrado dizendo que nunca pagaria tao caro em um casaco. Problema seu queridinho, o dinheiro eh meu. kkkkkk. To mesmo apaixonada pelo casaco, me deixem.

De volta à Istambul nos arrastando pela cidade que agora, soh tem mesquistas- pensavamos. Sao mais de 3 mil e ja estavamos de saco cheio de ver mesquita em toda parte. Me senti na Idade Media. O ponto alto da nossa ultima noite foi voltar ao melhor restaurante que fomos na viagem: Constantine's Ark. Alem da comida ser maravilhosa, tomamos um vinho da Mesopotamia (!!!) que eu achei o maximo, tanto o vinho como consumir algo da Mesopotamia (!!!) lembrei das minhas aulas de geografia na quarta serie. O dono do restaurante nos serviu, e eu nunca fui tao bem tratada em um restaurante antes. Ele realmente tem o dom de servir. Educadissimo, atencioso e explicava cada prato, cada vinho... Um luxo. O restaurante tocava musica ambiente e para a minha surpresa: musica brasileira! AMEI. Nas mesas com velas e uma rosa vermelha que no final era presenteada como um souvenir do restaurante. Para nossa surpresa, John, o dono do restaurante ofereceu nos levar ao hotel. Nao eh todo dia que o dono do restaurante nos da carona. Nota 10! Por conta disso, resolvi me despedir de Istambul com o que a cidade tem de melhor: a comida e bom servico. Me arrumei bem lindona e mesmo tendo que usar o banheiro do restaurante por 3 vezes, nao perdi a pose e nem desci do salto!
Afinal de contas, nem tudo sai como planejamos, dei razao ao meu namorado por nao querer ir à um paihs muculmano e decidi que ele decidira o proximo destino!


sábado, 26 de agosto de 2017

Essa é a mistura do Brasil com o Egito

E finalmente pousei pela primeira vez em solo africano.
Com a Egypt air, 5 horas de vôo direto de Madrid, tive o primeiro choque cultural: pedi vinho tinto pra acompanhar minha janta e claro, eles não servem álcool. Eu não sabia muito bem como me vestir então usei calça e blusa de botão. No avião, vi várias mulheres espanholas com roupas curtas. A comida no avião não foi nada de especial. Eu imaginava que seria apimentada, mas depois descobri que aqui não é comum.
No aeroporto mesmo, tem uns pequenos balcões onde com 25 dólares o turista ganha um adesivo que levado à imigração, é colado e assinado no seu passaporte: o visto egípcio. Tive que apresentar o passaporte outras duas vezes até sair. Passei por muitos muçulmanos africanos, claro! Ainda não tinha caído a ficha mas eu estava na África! Eles não se consideram africanos, mas sim do Oriente Médio.
 Saí no desembarque e não vi a pessoa que vinha me buscar. Eu vi um amontoado de gente no lado de fora do aeroporto: fiquei com medo e não saí. Liguei pra pessoa que ia me receber e me disse que estava do lado de fora me esperando. Aí entendi que ninguém pode aguardar dentro do aeroporto por razões de segurança. Pois é, o Egito sofreu alguns atentados terroristas nos últimos anos, o que afastou muitos turistas. Se eu tenho medo? No dia que cheguei em Madrid teve um atentado em Barcelona. Sou do Rio de Janeiro, então, você pode imaginar que não tenho medo de nada.

O motorista nos levou pelas ruas empoeiradas pela areia do deserto até o Mena House, um verdadeiro oásis bem próximo do deserto do Saara e com a vista da pirâmide mais visitado do Egito. Pra entrar no hotel, mais procedimentos de segurança: abriram o porta-malas do carro, cachorros farejadores e depois as malas passaram por escanner. Cada porta dos pequenos prédios onde ficam os quartos tinham guardas e escanner.
No dia seguinte fomos ao tour com a maravilhosa guia Abir que nos levou em 3 pirâmides sendo 2 complexos de pirâmides de diferentes dinastias. A primeira, Saqqara tinha um museu e foi onde a primeira dinastia construiu a primeira pirâmide. Na outra pirâmide parte desse complexo, depois de uma descida bem íngreme,eu vi, pela primeira vez, hieróglifos. Foi uma emoção muito grande estar em uma pirâmide de mais de 4mil anos e ver que eles tinham sua própria escrita, armas, escova de cabelo, rituais e até mesmo sandálias! Me senti tão pequena e insignificante ali.
Também foi emocionante ver pela primeira vez o deserto do Saara: as pirâmides estão bem na fronteira com o deserto. Passamos por muitas palmeiras mas a época das tâmaras é somente mês que vem,  setembro. Não se sabe ao certo quantos habitantes têm no Egito, mas estima-se que no Cairo morem por volta de 15-20 milhões de pessoas.
 A motocicleta é bem comum aqui, e levam até três pessoas de uma vez, todas sem capacete. Reparei também que a população é bem gorda e os índices de diabetes são bem altos: comem mal e se exercitam pouco.
De dentro do avião mesmo eu pude avistar muitos campos de futebol, eles simplesmente amam e mesmo na revista do avião tinham propagandas do Neymar e entrevista com o Ronaldinho Gaúcho. Vi também na cidade outdoor com o Neymar e vários homens com boné e camisa do Brasil.
Nos lugares que fui não sofri muito assédio, mas eram lugares bem turísticos e com guardas. Um vendedor em uma das pirâmides me achou muito bonita e depois a guia me disse que ele gostou muito de mim e falou que eu parecia um pato do Egito- um elogio muito grande, parece. Já fui chamada de muitas coisas na vida mas de pato foi a primeira vez.

   Antes de vir ao Egito, perguntei à algumas pessoas que já tinham vindo como foi a experiência delas. "É horrível, é sujo, é um calor insuportável, todo mundo fica com infecção intestinal lá", disseram. Curiosa pelo mundo que sempre fui, decidi vir e formar a minha própria opinião.   
Vir ao Egito é sair da sua zona de conforto: o trânsito demora, não tem planejamento urbano e sim, temos que ter cuidado com onde comemos e bebemos.
 Mas a experiência é enriquecedora: passei umas horas emocionantes dentro do museu do Cairo, vendo as 4 caixas e caixões estilo bonecas russas (uma dentro da outra) onde foi enterrado Tutancamam. Me diverti com os acessórios de mais de 3 mil anos, com o guarda-sol que sempre acompanhava o faraó, ventiladores de mão, brincos, sandálias de dedo, colares, cama folheada a ouro e até uma cama pra acampar! 
Me fascinei com a planta papiros que era usada tanto para construir barcos (parte de fora da planta, mais dura) e utilizada como papel (parte de dentro). A Bíblia, que a parte mais antiga data de 6mil anos, foi escrita em papirus então imaginem como eu amei ver como é feito o processo de transformar em papel essa planta que era cultivada nas bordas do rio Nilo. Nesse rio eu fiz um passeio de barco e vi o pôr-dó-sol egípcio.  Nas águas do rio mais longo do mundo, não se pode tomar banho pois são bem poluídas. Ao redor do rio, vê-se tanto hotéis luxuosos quanto casas bem pobres. 
Na rua em frente ao Nilo, jantei em um restaurante bem aconchegante, berinjelas com alho como entrada sempre acompanhada do pão egípcio, que é bem diferente do pão dos países que eu conhecia até agora.Provei suco de hibisco e achei uma delicia. Passam sempre rapazes carregando um instrumento de ferro com brasa bem quente, pra acender o tabaco dos narguilés que estão nas mesas egípcias. 
A maioria das pessoas pensavam que eu sou egípcia e falavam em árabe comigo, desde no famoso mercado (lembra o nosso mercado do Saara no Rj, só que essa área é também uma área muito antiga, com construções muito bonitas do ano 1.200 mais ou menos). 
Na primeira classe da Air Egypt eu era a única mulher e a comissária insistia em falar em árabe comigo. Vi uma família de egípcio entrar juntos e depois não vi mais a senhora. A Mulher aqui, realmente, é cidadã de segunda classe. A minha guia Adir me contou que o divórcio está nas mãos do homem e se ele não aceitar, a mulher precisa ir à justiça pra conseguir se separar e é um processo longo e complicado. 
Eu não tive problemas com os homens aqui. No primeiro hotel que fiquei, um verdadeiro oásis bem ao lado das pirâmides mais famosas que estão no início do deserto do Saara que ocupa Noventa por cento do território do país. 
Lá é bem internacional então pude vestir roupas ocidentais por assim dizer e não duvido que tenha entrado no livro do record Guiness com o menor bikini usado em território egípcio ever. Vi uma senhora de burkini e que me olhava com o mesmo estranhamento que eu olhava pra ela. O marido, um Tony Ramos gordo podia exibir seu peito e costas cabeludas à vontade, para o meu desgosto. 
Falando em gordo, a população é bem gorda, ouvi dizer que os índices de saúde universal no Egípcio estão péssimos. Se alimentam mal, se exercitam pouco e fumam muito. E pelo visto não têm o hábito de ir ao dentista. Conheci umas egípcias que trabalhavam na embaixada da Noruega, endinheiradas e com dentes podres. 
Simpáticas, viajadas e modernas. 
Fui à academia fazer uma aula de dança do ventre e ao salão fazer manicure e pedicure. Os dois espaços estavam em um prédio onde é proibida a entrada de homens. No salão, achei parecido com o Brasil, a única diferença é que tinha umas pias para os pés ao invés de usarem bacias como no Brasil. Achei mais pratico e higiênico. Interessante. A aula de dança foi um pouco estranha: a professora, bem bonita e sexy, somente se olhava no espelho, dançava muito rápido enquanto todas nós, perdidas tentávamos acompanhar algo. Apenas no final ela ensinou alguns movimentos. Como dançarina ela provavelmente é boa mas como professora, nota zero. De qualquer maneira pra mim foi divertido e dessa maneira pude interagir com as pessoas locais. Aproveitei pra me exibir um pouco e sambei uma música pra elas. Algumas me olhavam meio desconfiadas. Hahaha. 

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Guiando na Escandinávia e Europa



Olá pessoal,

Quanto tempo que eu não aparecia no meu cantinho aqui... Tava com saudades já!
O meu trabalho como guia de turismo internacional continua se desenvolvendo e dessa vez tive a oportunidade de além de fazer Escandinávia como de costume, ir também para Berlim, Praga, Bratislava, Vienna e Budapeste! Foi simplesmente fantástico! Mas também muuuuito trabalho! Outra novidade é que comecei a fazer itinerários para pessoas que querem viajar pela Escandinávia por conta própria mas não querem perder as melhores dicas sobre onde ir, quanto tempo ficar, o que é imperdível etc. E com tudo isto estou me tornando uma verdadeira expert em Escandinávia! Vejam também minha nova página no facebook: https://www.facebook.com/yourinternationalguide/
Pela primeira vez trabalhei com grupos de indianos e foi muito divertido! Aprendi mais sobre essa cultura milenar e não foi difícil nos tornarmos bons amigos. As diferenças culturais eram muitas, eles morreram de dar risada quando descobriram que não havia casamento arranjado na Noruega! Todos os casais ali estavam juntos há muitos anos e foram casamentos arranjados e as meninas novinhas me disseram que se casariam com quem os pais escolhessem. Comentaram comigo como as coisas mudaram e hoje em dia os casais se casam por "amor" e logo se separam. As meninas do grupo me olhavam com admiração pela minha independência e diziam que queriam ser iguais a mim. Fofas! As mulheres na India não costumam beber bebidas alcólicas e eu tinha que ouvir conselhos às vezes dos mais velhos me dizendo que aquilo não iria me fazer bem e mudar o meu corpo. (Eu tomava UMA cerveja no jantar quase todo dia, afinal o tour passou pela Alemanha, República Tcheca, Hungria...!)
Aprendi também que na India o guia dorme junto com o motorista no quarto ou dentro do ônibus! Ainda bem que eu trabalho na Escandinávia onde muitas vezes recebo o melhor quarto do hotel pois afinal de contas, eu irei recomendá-lo no futuro! :) Já tive quarto com sauna, com vista maravilhosa e até mesmo fiquei no mesmo hotel onde estava hospedada nada mais, nada menos do que a rainha da Noruega!

No caminho pras montanhas em uma parte do trajeto que fizemos de trem conversamos com um loiro simpático demais que estava indo esquiar. Então eu aproveitei para usar ele como exemplo e explicar um pouco mais da cultura dos noruegues na montanha. Além disso ele era um gatinho e eu percebi as meninas olhando pra ele com o cantinho do olho. Recomendei que tirassem foto com ele pois, norueguês mais simpático que esse não achariam. Depois de pedir autorização pra mãe (!) tiraram. E claro, me empurraram pra cima dele pra tirar foto também. Eu ganhei não só a foto mas também o número de telefone dele que me disse que já tinha trabalhado como instrutor de esqui e ofereceu pra me ajudar, e aí era todo o dia respondendo à perguntas do grupo sobre se tínhamos nos falado. Eu mandei uma mensagem pra ele salvar meu número mas nunca ouvi resposta... Mandei outra um tempo depois e nada. E aí tive que partir o coração dos meus clientes que estavam torcendo pra eu me dar bem! Haha. Passou um tempo e o Facebook me sugeriu ele como amigo. Eilev.
Adicionei e para minha surpresa, ele é famoso na Noruega!!! Ele participa de vários programas de TV tipo "Dança dos Famosos" e até ganhou a última edição! Eu jamais saberia pois nem televisão eu tenho kkkkk. Outra oportunidade de ser "esposa de sub-celebridade" foi desperdiçada.

 Muitos do grupo não tinham estado na Europa e nem visto a neve... Por isso o ponto alto da viagem para muitos foi quando paramos nas montanhas norueguesas e eles literalmente se esbaldaram! Esse senhor do grupo ficou completamente doido! Saiu correndo com a jaqueta aberta, estava um frrriiiiooo, eu fui até ele e fechei a jaqueta e perguntei se não tinha um casaco mais quente e ele só sorria... Ficou literalmente sem palavras! Foi realmente muito divertido, fizeram guerrinha de neve, nem o cameraman (eu) escapou! 

Como eles eram vegetarianos, foi também um grande aprendizado para mim... Tudo precisava ser pensado antes em detalhes, eles não comem nem ovo! E por isso não gostam de ter a comida não-vegetariana por perto... Como era um grupo eu organizava de maneira que não causasse confusão pois se um deles come por engano algo com carne, ia ser realmente terrível! Comi em tantos restaurantes indianos, acho que eu realmente me adapto à tudo! E isso com certeza é muito importante nesse trabalho, mostrar que sou igual à eles e podemos sentar juntos e dividir uma refeição típica. Eles comem com as mãos mesmo, então antes e depois das refeições eles fazem fila indiana para lavar as mãos!

No final os adolescentes do grupo descobriram em qual quarto eu estava e meu quarto virou balada... Caixa de som, eles fazendo suas danças típicas e tirando selfies comigo. As meninas cantavam muito bem, parece que fazer aula de canto é normal por lá. Eles me agradavam de diversas maneiras, sempre faziam questão que eu aparecesse em todas as fotos deles, davam presentes, me elogiavam e me obrigavam a provar todas as comidas que ofereciam. Realmente muito carinhosos e incrível como fizemos uma conexão tão próxima sendo de continentes diferentes! Senti e sinto até hoje saudades e ainda mantenho contato com eles :)


Sobre as cidades visitadas, realmente um trajeto muito bonito!

Praga no verão estava esplendorosa como sempre! Vienna mexeu com meu coração (foto ao lado no Palácio de Schönbrunn com o grupo), Bratislava é tipo uma cidade pequena bem fofa com seu centro histórico e Budapeste... Que lugar maravilhoso para se terminar o tour...
Na foto abaixo, vista do Parlamento húngaro, o terceiro maior do mundo e com certeza o mais bonito! E eu, terminando o tour num cruzeiro no rio Danúbio (segundo rio mais longo do mundo) e agradecendo por esse trabalho e por Deus sempre colocar no meu caminho pessoas fantásticas!

sábado, 27 de junho de 2015

Guiando nos fiordes noruegueses

Olá gente, desculpem o sumiço, mas estou cheia de novidades e nesse post de hoje vou compartilhar com vocês um pouco do lindo trabalho que eu tenho feito guiando grupos pelos fiordes noruegueses. Espero que gostem!

Tenho guiado grupos especialmente de brasileiros, mas já aconteceu de terem outras nacionalidades também já que eu falo além do português e o norueguês, inglês e espanhol. A experiência está sendo muito positiva pois normalmente todos do grupo são muito carinhosos e dessa maneira eu recarrego um pouco minhas energias e mato um pouquinho das saudades que eu tenho do Brasil, além de ser lindo poder compartilhar com meus conterrâneos o país que eu escolhi para amar e explicar um pouco da cultura local, curiosidades e mostrar essa beleza toda da natureza exuberante daqui. Até agora TODOS ficaram impressionados e elogiaram muito a Noruega. Normalmente faço o trajeto de Oslo até Bergen cruzando o país de leste à oeste. Muitas vezes vou receber os grupos no aeroporto e levá-los na volta e auxiliá-los no check in e claro, me despedir com um lenço na mão! :). Em outras ocasiões já estive com grupos também na Dinamarca, Suécia, Finlândia (países nórdicos) e até mesmo em Tallin, na Estônia.

Tenho feito também alguns passeios pela capital Oslo, onde resido há quase 5 anos e dou com prazer dicas de como aproveitar melhor a estadia por aqui!

Bom, agora chega de tanta apresentação e vamos ao que interessa: FOTOS!

Acima: Eu no museu do barco viking em Oslo, com um barco do ano de 800 d.C.

Acima: Norway in a nutshell, passeio de um dia de Oslo à Bergen utilizando trem, passeio de barco pelo fiorde, passeio no famoso trem Flåm e pernoite na segunda maior cidade da Noruega, Bergen. Grupo de Indonésios em maio de 2015.
Acima a Stavkirke (igreja de madeira) de Borgund, do ano de 1.180d.C. Essa igreja representa o período de transição dos vikings ao cristianismo.


Hardangerfjord e o fantástico hotel com pscina infinita.


Passeio de barco pelo Nærøyfjord, o fjord mais estreito da Noruega e tombado como patrimônio mundial. Na parte mais estreita chega a 250m de largura.

Um grupo de 64 arquitetos de Salvador em maio de 2015.

No caminho vemos muitos lagos de águas cristalinas, às vezes um pescador, muitas ovelhas e com sorte nenhum Troll.

Acima: Estação de trem de Myrdal, 880m acima do nível do mar e de onde pegamos o trem Flåm que em 1hora desce (ou sobe dependendo do trajeto que escolher) 880m e é considerado um dos passeios de trem mais bonitos do mundo. No caminho temos vista panorâmica de montanhas, vales e cachoeiras.
Devido à altitude, é comum encontrar este cenário no topo do trajeto mas como estamos dentro do trem, estamos bem protegidos do frio ;)

Acima foi um trajeto de ônibus passando por Geilo, famoso resort de esqui norueguês que fica coberto por neve 10 meses por ano. É comum pernoitar na região e curtir os ares e a paz das montanhas por 1 noite. Abaixo: Eu e Jorunn, guia norueguesa que trabalhou comigo em maio de 2015.


Esse dia visitamos uma fazendinha norueguesa onde produzem suco e cidra de maçã.
Espero vocês aqui! 
Para mais informacoes visitem minha pagina: https://www.facebook.com/yourinternationalguide/?ref=bookmarks
Instagram: thousand_trips

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Coisas da Noruega- competição

Falando dos noruegueses... Acho um povo muito competitivo. O que pode ser positivo ou negativo. Não entendo muito bem porque ao mesmo tempo em que eles prezam a igualdade, eles competem muito entre si, e isso podemos começar a perceber depois de um tempo morando aqui.

Todo ano vejo noruegueses subindo de bicicleta até o local mais alto de Oslo. Desde a primavera vemos muitos noruegueses praticando o ciclismo por todo lado. Mas o que eu não sabia é que eles têm também um cronômetro (não sei se estou falando merda mas eles marcam o tempo de alguma maneira) e competem entre si quem pedala mais quilômetros, quem é o mais rápido... Aqui ser esportista, subir montanha assim como ter fotos no pico de montanhas no seu perfil do facebook, tudo isso é comum de se ver, para eles é tirar onda.
E é também o estereótipo de como um norueguês deve ser (incluindo as mulheres). Além da questão de ser bem-sucedido financeiramente, e também nessa área há bastante competição, fato que é possível além dos meios tradicionais que também temos no Brasil como: qual carro você tem, local onde mora e cargo, aqui com a transparência que existe pode-se descobrir quanto a pessoa ganha em um website do governo. Não é incomum também eles mesmo dizerem o salário e te perguntarem se teu apartamento é próprio ou alugado. Essa informação também é possível de se achar online se o teu patrimônio estiver quitado ou quase quitado. E assim é.

Deixo um link da maratona viking que acontece todo ano onde eles competem corrida com obstáculos.

http://vikingrace.no/

Porque ser casca-grossa e aventureiro é muito valorizado por aqui.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Trabalho como guia e outras novidades

Mudanças, mudanças e mais mudanças! Vou começar falando pelas mudanças climáticas...

Já passamos da metade de setembro e está fazendo 17 graus em Oslo às 16:00 horas da tarde. Nunca vi isso... Tenho perguntado: Quando o frio vai chegar? Não que eu esteja sentindo a falta dele, pelo contrário, estou adorando os dias lindos e agradáveis... Eu adoro essa temperatura e acho a temperatura perfeita, é aquele calorzinho que não faz você suar e derreter e pedir pelo amor de Deus por uma sombra e garrafa de água gelada. À noite inclusive também está agradável demais... Enfim estou amando e realmente esteve ano o clima na Noruega está fantástico... Então me desculpem os ursos polares mas, o aquecimento global é ótimo para a Noruega! (Piadinha de mal gosto, eu sei).

 Nesse verão eu resolvi fazer muitas coisas diferentes. E foi provavelmente meu melhor verão por aqui! Fiz um curso de norueguês nível avançado na universidade de Oslo (Se chama Trinn III). O curso era intensivo e paguei 9.000 coroas, mas incluía uma viagem de final de semana pela Noruega (tinham algumas opções diferentes e eu escolhi fazer rafting no Sjøa). Foi simplesmente fantástico! Eu gostei tanto que gostaria de repetir no próximo verão. Eu já tinha feito um curso de norueguês na universidade assim que me mudei para Oslo, mas era no semestre comum... Os cursos de verão são simplesmente fantásticos. A atmosfera é demais. Os eventos organizados são demais. Tudo! Eu simplesmente amei a experiência. A cerimônia de abertura foi na Universidade de Direito de Oslo (na Karl Johan). Um lugar fantástico decorado com painéis de Munch onde assistimos um show maravilhoso... Depois fomos tomar nossos bons drink no Rådhus (prefeitura). Foram muitos outros eventos, incluindo aula de folkedanse (a música country daqui), muitos filmes na faculdade, palestras... Ai... Tudo gratuito. Realmente... Eu amei! Bem, falando do curso... Era aula todo dia, de segunda a sexta, li dois livros em norueguês em 6 semanas e escrevi um trabalho de 5 páginas (obrigatório) além das aulas todo dia na parte da manhã e à tarde pois eu resolvi também fazer aulas nynorsk (na Noruega são 2 línguas escritas, nynorsk é uma delas). Suei, mas no final aprendi muito e valeu cada centavo! O mais surpreendente foi estudar com várias nacionalidades e descobrir que em vários países existem pessoas estudando norueguês NA FACULDADE. Sim, isso mesmo, eles fazem faculdade de cultura, línguas escandinavas e aprendem norueguês por lá na Itália, Hungria, Rússia etc. Nem me senti humilhada imagine quando conversei com russas que nunca haviam estado aqui e falavam norueguês melhor do que eu... Mas também fediam à cecê (prontofalei) eu vivia enjoada na sala porque o ar era às vezes intragável...
Enfim foi assim que eu passei o meu verão, e quando terminou o curso eu já embarquei num outro projeto, na verdade um projeto antigo que se realizou! Antes de me mudar para Oslo eu fiz um curso de guia de turismo e eu tentei contactar alguma agência aqui para trabalhar com isso mas não rolou nada na época e eu desanimei e achei que não seria possível. Mas com os contatos que tenho hoje em dia e a ajuda de Deus que por alguma razão me abençoa, eu tive a oportunidade de exercer essa minha profissão por aqui nesse verão.
Eu trabalhei como guia de turismo acompanhando um grupo de 12 brasileiros pela Escandinávia, Finlândia e Estônia. A experiência foi demais, estive em alguns lugares novos e revi outros onde já havia estado, aprendi muito sobre a profissão, os lugares onde estive e também sobre a vida... O grupo foi muito carinhoso comigo e eram pessoas maravilhosas, muito animados e tudo correu muito bem, tanto que já estou pesquisando o roteiro que eles farão ano que vem. A boa notícia é ver que existem mais e mais brasileiros vindo para cá à turismo, no meu tour eu encontrei outros 2 grupos de brasileiros fazendo o mesmo trajeto! Em alguns hoteis nas montanhas da Noruega os brasileiros constam como o terceiro maior grupo de visitantes. Não é o máximo? Quem poderia imaginar! Foi lindo poder compartilhar o meu amor pelo meu país do coração com eles e vê-los fascinados pelos fiordes, montanhas e cultura super diferente. A parte que senti vergonha foi da culinária pois depois de alguns dias eles estavam de saco cheio de comer salmão e almôndegas. Parecia uma verdadeira perseguição. Desde a Dinamarca, passando pela Noruega, Suécia e Finlândia as almôndegas e salmão pareciam as unicas opcoes nos restaurantes nordicos... rsrs. Então é isso pessoal, a partir de agora quem precisar de guia acompanhante pode me escrever que eu tô nessa! Bjão
                                                                                
  Foto com o grupo no cruzeiro entre Estocolmo, na Suecia e Helsinki, na Finlandia.